#6

Apetece-me morrer.

Mas não estou nem deprimido, nem a meio de uma crise de identidade.

 

É que o dia está lindo e não o quero estragar com o dia de amanhã.

 

Acordei com a luz do Sol a trespassar os cortinados brancos e com o cheiro do tempero da carne do almoço.

 

Os pinheiros estão lá, como sempre, mas hoje estão mais bonitos, como se toda a matéria fosse uma só.

Como se os meus pés e a terra solta meia seca, meia húmida, nem quente, nem fria, e o ar, puro, fossem um só e fizessem rodar o mundo. Pelo menos o meu.

 

 

publicado por Gualter Ego às 16:35 | link do post | comentar