É engano.

Da constatação directa e empírica do exame directo dos fenómenos morais e das experiências que modificam o comportamento e se submetem à vontade de um estado maior e ébrio, vem em espamos negligenciados a indefinição do verbo existir, mais do que achar que o verbete será ser, achar-se tão confortável por ser apenas um objecto observável que se move.

Não há mais nada que a porção infinita, será o Homem capaz de espalhar uma palavra que lhe é impossível cheirar?, do conjunto da dúvidas das coisas, aquela incerteza de espírito, entre o poder afirmar e o teimar em negar, oscilando entre duas coisas por coisas se acharem.

Dionísio sabe, que o encadeamento da falta de ordem e medida, é algo que se subtrai de mim sem fazer falta, e por isso me acode na arte de falar, perguntar e responder, para que a dissolução da alma e do corpo se vá adiando, até a a finitude da minha existência estar oficial e declamada, alcançada e assumida, assumindo o papel real da minha morte e daquilo que almejo e, sem saber, sobejo.

Tudo é símbolo, até eu, seja verdadeiro ou não-verdadeiro, na ideia pura da lógica e do pensar. E a loucura não é mais que a observação laica de uma equação, por mais simbólica que seja, considerando o simples de dentro do complexo, como a matrix que entra na origem e te confunde o futuro e o querer.

É o hedonismo que guia todos os meus passos, desde os matutinos bocejos neuróticos ao beijo maternal de boa noite. É isso que me faz achar que existir não é mais que a perturbação física do estado das coisas, os acidentes sucessivos do eu que se consegue tocar, mas apenas o estar fisicamente algures, com ou sem tocar ou ver, apenas chamando à luz das coisas o mais importante que um rapaz tem: o amor da sua mãe.

Ninguém existe sem o ventre da mãe e ninguém existe sem o ventre da terra, os sete palmos abaixo da linha dos passos.

Tenho uma afecção orgânica, sem lesão neural, da consciência penosa e peidosa, que não se deriva da desrazão, nem do tecido palpável, que nega todas as finalidade e impede a resposta da pergunta "Para quê?" 

Sou a extinção do desejo humano do achar-se e/ou querer-se ser; aquilo que nasceu quando Deus morreu.

Sou moralmente desprezível, nojento, asqueroso, mas sou mais do que tu; e tu que és a imparcialidade dos movimentos e dos desejos, que és um objecto, e te vais enterrando no vínculo nuclear do acaso, sem nada para dizer, com pouco mais que ar para respirar.

 

Estou especialmente longe daquilo que é perfeito, mas mais que nada sou mais queda em mim mesmo que o crer em deus mais radical.

Vocês só me existem, porque meus olhos vos vêem. São objectos valorativos de um cobarde fraco e feio.

publicado por Gualter Ego às 01:00 | link do post | comentar