Da música e da poesia.

É um estado psicológico que me persegue, estes suspiros, estes comichões, este desarranjo de toques. Não posso culpar a cafeína, não posso culpar as horas, tanto acordadas, como bem ou mal dormidas. Não posso sequer culpar o barulho. Limito-me a ficar desapontado com tudo aquilo em que toco. (A diferença entre uma canção e um poema é um muro bastante delgado, mas alto, mais alto que eu, tão alto que eu queira ser); e sim, é isto que me está a tirar o sono. Maneira de dizer, não tenho sono nenhum, mas aquilo, isto, é algo que me preocupa. É sem razão, eu sei, eu sei, eu sei, mas porra, deixem-me estar! Dói-me os dedos, dói-me a carne, os olhos, tudo. E dói-me a melodia, oxalá que doesse.
publicado por Gualter Ego às 16:05 | link do post | comentar