A chuva que não vem.

Todo eu sou aquilo que o espelho não me conta.

Sussura, vai sussurando,

Escolhendo aquilo que faz de mim um corpo,

Corpo que não sou eu, que isto é só um corpo,

Como cálice de vinho-sangue.

 

É na inércia do sangue seco,

Que a minha alma se detém.

Este corpo é tudo o que a alma tem,

Mais a chuva que não vem.

publicado por Gualter Ego às 23:56 | link do post | comentar