Dois, sem chegar a um.

De uma mão quente,

De uma outra, à sua vez fria,

Reza esta história,

Escrita nos intervalos entorpecidos da memória.

 

Talvez dois,

Não seria apenas um,

Estaria pela metade;

Para dizer verdade,

Não sei se cheguei a contar,

Era tarde,

E a Lua deixou de te alumiar.

 

Chegou depois um olhar,

Outro,

Outro,

Sorrisos em passada lenta,

Brancura de dentes, aqui se acrescenta.

Chegou a vontada de dormir,

E a rua mandou-me fugir.

publicado por Gualter Ego às 03:20 | link do post | comentar