Lua.

O vento arrebata os pinheiros,

O vento varre montes inteiros,

Tenho-lhe a secura nos lábios,

Tenho-lhe a força de cem guerreiros.

 

E a Lua, lá do cimo,

Redonda e brilhante,

Candura, todo aquele semblante,

Olha por mim, no escuro,

Corre, futuro,

Ofegante.

 

E a Lua, lá do cimo,

Vê por onde vou,

Se eu souber para onde vou.

E toda a força que restou

Foi a dos homens que a Lua amou.

publicado por Gualter Ego às 23:22 | link do post | comentar