A traça e a vela.

Por que é que as traças são tão atraídas pela chama de um qualquer pavio de vela que seja?

Serão elas, na condição de animal irracional, embora com tudo o que tem para viver o tempo que é ou seja suposto viver na sua génese, incapazes de saber que aquilo que desejam as queimará vivas?

Aquilo que confrontam e aquilo que as puxa, será isso tão forte que está para além de qualquer compreensão? Tanto que não têm escolha senão serem consumidas pela chama?

Ou, para ser mordaz e oferecer ao pensamento o fim desta indagação repetente, será que elas são os únicos seres corajosos o bastante para assumir que a morte é a única coisa que vale a pena correr atrás nesta vida?

 

 

Se isto se confirmar, presuma-se que a morte é uma mulher.

publicado por Gualter Ego às 22:48 | link do post | comentar