13º direito. #2

- Tens um travo boémio a chá preto... - disse ele, com as mãos atrás da cabeça, com os dedos entrelaçados na nuca, em jeito de flerte, mal-disfarçado, por certo, que as ruas do engate nunca foram arte nem ofício para um homem de princípios, jeitos, maneiras e literaturas, como ele.

- E tu cheiras a Português Suave... - retorquiu ela, desfazendo o encanto.

 

Mal sabia o poeta que nessa noite, o cigarro seria ele.

publicado por Gualter Ego às 00:56 | link do post | comentar