verborreia sentimental; cócó literário.

Pesa-me o corpo, por ele estar constantemente a ser abalado por profundo cansaço, pesarem-me as pálpebras, como se segurassem o mundo que nos olhos se torna matéria, para que o sol se ponha, todas as noites, em mim, na legítima vontade de o perseguir. O meu lugar é noutro sítio, sem ser o sítio em que estou, de corpo e alma. Que o relativismo resolva aquilo que eu sinto pelos demais que me rodeiam; se isto é bondade, seja o altruísmo muito cego e o homem muito masoquista. Se não me sinto eu na multidão, como serei eu para todos os outros que insistem em querer entrar por mim a dentro sem piedade?

publicado por Gualter Ego às 20:16 | link do post | comentar