Balbúrdia

Num segundo, a nossa vida,
Em que eu sou em toda a gente,
Caos, balbúrdia,
Deliciosa anormalidade demente.

Se abusamos do tempo eterno
E das promessas do sangue e da carne,
Foi a tradicional ilusão
De que o amor é tesão

 

Não há dignidade no querer para ter:
Isso não é amor, é ganância.
E, se o tempo é assim tão relevante
Ter-me-às num futuro pouco distante.

Em que o homem que sou
Será o homem que fui
Insistindo em cantar o amor, sem sentido
À custa do meu coração falecido

publicado por Gualter Ego às 23:42 | link do post | comentar